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Texto entregue pelos representantes das comunidades Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul, que estiveram presentes na Defensoria Pública da União - SP, pelas reivindicações de seus direitos: Lideranças Guarani Kaiowá em São Paulo Por Justiça, Terra e Vida Viemos do Mato Grosso do Sul a São Paulo, em maio de 2010, na luta por nossos direitos, buscando apoios e aliados, esclarecendo a dramática situação por que passam os mais de 40 mil Kaiowá Guarani, espremidos em menos de 40 mil hectares de terra e jogados às beiras das estradas em 22 acampamentos indígenas. Estamos cada vez mais sendo engolidos pela cana, soja e gado. O nosso direito que foi conquistado na Constituição de 1988, não está sendo cumprido.Várias usinas de etanol estão em construção, sendo previsto um total de 60 novas usinas, a serem construídas nos próximos anos, em cima de nossos territórios. Tudo isso põem em perigo a nossa sobrevivência como povo Guarani, caso não sejam tomadas as providencias imediatas de reconhecimento de nossos territórios. A situação de violência a que estamos submetidos e que acontecem em nossas aldeias é considerada superior ao que acontece nas grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo e mesmo nas áreas de guerra como Iraque e outros lugares de conflito aberto, pelo mundo afora. Sabemos que essa situação só vai melhorar com a nossa efetiva luta e apoio dos aliados e amigos no Brasil e pelo mundo afora. É por isso que estamos aqui em São Paulo nesses dias. Texto completo em leia mais...
Viemos reivindicar e exigir das autoridades responsáveis:
1. A urgente conclusão da identificação e demarcação de todas as
terras Guarano Kaiowá, do Mato Grosso do Sul.
2. Que dentro dos próximos 80 dias, a FUNAI tome providencias
necessárias para o reconhecimento e permanência da comunidade Kurusu
Ambá em suas terras, ressaltando que o grupo de trabalho de
identificação da FUNAI está paralisado;
3. Que ocorra a punição dos responsáveis pelo assassinato de todos
os Guarani Kaiowá, nos últimos anos, na luta por seus direitos;
4. Queremos o julgamento imediato, dos acusados do assassinato da
liderança Guarani Marcos Verón;
5. Queremos o empenho da Polícia Federal para a localização do
corpo do professor Olindo Vera, desaparecido há mais de 6 meses e a
punição dos assassinos do professor Genivaldo Vera;
6. O julgamento imediato da Terra Indigena Nhanderu Marangatu, pelo
Supremo Tribunal Federal;
7. Urgente solução para a dramática situação em que se encontra a
comunidade Laranjeira Nhanderu, despejada na beira da BR-163, em
setembro de 2009, encontrando-se em extrema situação de insalubridade,
violência e miséria.
“Somos os verdadeiros donos desta terra. Acabou a nossa paciência, o que
nos resta é a nossa união e mobilização na luta pelos nossos direitos e
apoio de todos.”
Lideranças das comunidades Kaiowá Guarani, do Mato Grosso do Sul:
Kurusu Ambá, Ypo’í, Laranjeira Nhanderu, Taquara, Nhanderu Marangatu
São Paulo, 7 de maio de 2010.
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